É o cliente que procura não um lugar para morar mas sim um investimento seguro. A idéia é comprar imóveis, de preferência ainda na planta, e revender para terceiros aproveitando a lucratividade crescente do setor.
Estudo do Sindicato da Habitação e Condomínios de São Paulo (Secovi-SP) mostra que a rentabilidade média do imóvel para aluguel como investimento chegou aos 0,8% mensais em 2007, superando o rendimento registrado pela poupança, que foi de 0,6% ao mês.
Em Santa Catarina, a tendência se confirma. O 1º vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi) do Estado, Sérgio Luiz dos Santos, diz que o imóvel como investimento atrai clientes da classe média alta, que ao invés de deixar dinheiro na poupança tentam ampliar os lucros.
- São pessoas que já tem um imóvel para morar, outro na praia ou na fazenda e, agora, buscam um terceiro para alugar - indica.
Nas regiões litorâneas, o rendimento é mais acelerado, de acordo com o presidente do Secovi regional de Florianópolis e Tubarão, Fernando Willrich. Ele diz que na Capital, além da Avenida Beira-Mar Norte e do Norte da Ilha, agora a tendência de expansão ganha força em locais como Campeche e Ribeirão da Ilha. O embalo segue em cidades vizinhas, como Palhoça e Rancho Queimado.
- O imóvel sempre foi e talvez sempre será a forma mais segura de investimento. Sempre tem a sua lucratividade - avalia.
Willrich diz que hoje a procura pelo segundo ou terceiro imóvel, como forma de investimento, atrai tanto moradores locais como pessoas de fora do Estado.
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